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A velha e a rica Europa

A rica Veneza

Calle Vallaresso, San Marco, centro de Veneza, final de maio de 2009. A bolsa na vitrine da Bottega Veneta custa cerca de 1,5 mil euros… | foto: Veridiana Dalla Vecchia

Calle Vallaresso, San Marco, centro de Veneza, final de maio de 2009
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Salvem Saviano

roberto_saviano1Roberto Saviano tem 29 anos, escreveu Gomorra. Quase 2 milhões de cópias vendidas somente na Itália e traduzido em 43 línguas. Hoje ninguém sabe onde vive Saviano. O escritor e jornalista foi jurado de morte pela Camorra. É escoltado por sete policiais, permanentemente, 24 horas por dia. De tempos em tempos, muda de casa, às vezes precisa fugir para o exterior.

Esse é o preço a pagar por quem desafiou a máfia italiana. O jornalista usou literatura e reportagem para descrever a realidade do crime organizado. O livro fala de mansões dos chefões da máfia, criadas como cópia de Hollywood, de áreas rurais cheias de lixo tóxico dispensado por parte da Europa, de uma população que é conivente e muitas vezes protege esse tipo de criminalidade. O autor descreve como são recrutadas crianças e como as fazem acreditar que a única alternativa de vida seja aquela, de associar-se à máfia, e que o único modo verdadeiro de morrer como um homem de verdade seja o de ser assassinado. Um boss mafioso, hoje preso, disse que Saviano não terá chance: assim que todos esquecerem seu livro, que ele não estiver mais nos jornais ou na televisão, a máfia o matará.

Segue uma declaração de Saviano, dada em 2008:

Penso de haver direito a uma pausa. Tenho pensado, durante este tempo, que ceder à tentação de recuar não fosse uma boa idéia, não fosse antes de tudo inteligente. Achei que fosse muito estúpido – além de indecente – renunciar a si mesmo, deixar-se dobrar por homens de nada, gente que te despresa por aquilo que pensa, por como vive, por aquilo que é na mais íntima das fibras, mas, nesse momento, não vejo alguma razão para obstinar-me em viver desta maneira, como prisioneiro de mim mesmo, de meu livro, de meu sucesso. Vá tomar no cu o sucesso! Quero uma vida! Quero uma casa! Quero me apaixonar, tomar uma cerveja em público, ir em uma livraria e escolher um livro lendo o resumo da capa. Quero passear, pegar sol, caminhar na chuva, encontrar as pessoas sem medo e sem assustar minha mãe. Quero ter entorno a mim meus amigos, e poder rir, e não ter que falar de mim, sempre de mim, como se eu fosse um doente terminal e eles fossem constrangidos a uma chata visita inevitável. Merda, tenho só 28 anos! E ainda quero escrever, escrever, escrever porque é minha paixão e minha resistência e eu, para escrever, preciso colocar as mãos na realidade, me esfregar nela, sentir seu cheiro, seu suor e não viver como se estivesse esterelizado em uma câmera hiperbárica, dentro de uma caserna de polícia – hoje aqui, amanhã longe 200 quilômetros – deslocado como um pacote sem saber o que aconteceu ou o que pode acontecer. Em um estado de confusão e precariedade perene que me impede de pensar, de refletir, de me concentrar, qualquer que seja a coisa a fazer. Às vezes me surpreendo a pensar nessas palavras: quero de volta minha vida. Repito a mim mesmo uma a uma, silenciosamente.” | Veridiana Dalla Vecchia

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Uma outra L’Aquilla

L’Aquilla foi parcialmente destruída, Onna reduzida a escombros, outra pequenas cidades do entorno também não tiveram melhor sorte. É preciso ocorrer uma tragédia dessa proporção, com 289 mortos – último número oficial – e cerca de 70 mil pessoas desabrigadas, para que se comece a pensar em precaução. Um terremoto como o que atingiu a região de Abruzzo, de 5,8 pontos na escala Richter (6,3 segundo alguns), não derrubaria uma única casa na Califórnia ou no Japão, segundo repetiu incessantemente em diversas redes de televisão, o geólogo italiano Mario Tozzi.

Uma imagem me marcou nesses dias: em uma rua cheia de destroços, uma casa de pé, a única que tinha sido construída obedecendo a critério anti-sísmicos. Na Itália, país cujo 70% do território é sujeito a terremotos, poucos são os cuidados tomados para evitar desastres como esse. E não foram poucos os avisos. Em 1908, morreram 82 mil pessoas em Messina (na região Sicília); em 1915, um terremoto matou 23,6 mil pessoas em Avezzano (Abruzzo); em 1976, na região Friuli, 976 mortos; 1980, em Irpina (Reggio Calabria), 2.735 vítimas fatais; 1990, Sicília, 17 mortos; 1997, Umbria e Marche, 11; 2002, San Giuliano di Puglia (Molise), 29.

Muitos prédios que desabaram em Abruzzo eram novos, das décadas de 70, 80 ou 90. Alguns bombeiros que trabalharam para tentar salvar quem estava embaixo dos destroços denunciaram a precariedade do material usado nas construções: “O cimento se esfarela ao pegá-lo com a mão!”. É impossível não se perguntar de quem é a responsabilidade. Em alguns casos, os indícios para alcançar os responsáveis são inúmeros: o material de baixa qualidade, as regras de construção anti-sísmica não respeitadas, as verbas não aplicadas, a falta de verba e de fiscalização.

O cenário se repete em outras partes da Itália. Catania é a cidade com maior risco sísmico da Europa devido a uma falha geológica que se encontra a 20 quilômetros da costa oriental da Sicília. Por sorte ainda não houve o grande terremoto, porém, quando ele ocorrer, muito provavelmente a cidade desmoronará. A estrutura dos prédios não está preparada e muito dinheiro já foi enviado para que fossem feitos reparos. Parece a seca do Nordeste brasileiro, o dinheiro para resolver o problema sempre sai, mas quase nunca chega ao destino.

Depois do terremoto de 1990, em Santa Lucia, na Sicília – quando morreram 17 pessoas e 15 mil ficaram sem casa -, o governo colocou a disposição um bilhão de liras para ser investido na reconstrução e prevenção anti-sísmica de construções estratégicas (hopitais, corpo de bombeiros, polícia e prefeitura) que devem ficar de pé para coordenar um possível caso de emergência. O segundo grupo a ser reestruturado seriam as escolas. Porém, muitas delas estão caindo sozinhas, mesmo sem terremoto.

Conforme o repórter Sigfrido Ranucci, em edição de Report que foi ao ar na Rai Tre dia 15 de março, o governo Silvio Berlusconi deu em 2002 ao então prefeito de Catania Umberto Scapagni poderes especiais para enfrentar a “emergência tráfego e segurança sísmica”. O prefeito poderia dispor de 850 milhões de euros sem ter que passar pelo Conselho Comunal (equivalente à Câmara de Vereadores). A reestruturação das escolas de Catania deveria estar incluída no plano anti-sísmico. Porém, como mostrou Report, não há sinal de reestruturação: fios elétricos expostos, infiltração e escadas de incêndio que terminam em janelas gradeadas são apenas algum exemplos.

Os fundos para a proteção anti-sísmica foram gastos, conforme o ex-assessor para Proteção Civil de Catânia Paolino Maniscalco, para fazer a rua De Gasperi, “com a absurda motivação de que este lugar onde estamos poderia estar a risco de tsunami”. Catania corre risco de tsunami, mas certamente não no lugar de onde falam o repórter e o entrevistado. “Estamos a 10 ou 12 metros acima do nível do mar”, explica Maniscalco, de cima de uma espécie de penhasco. A rua De Gasperi foi construída com o propósito de ser uma via de fuga em caso de tsunami, porém a obra está incompleta. O dinheiro do fundo para proteção anti-sísmica serviu para construir uma rotatória e vários estacionamentos, alguns abandonados logo depois da inauguração. Catania tem 22 estacionamentos começados e cinco em funcionamento.

A cidade também apresenta gravíssimo problema com o sistema de esgoto, que nunca é resolvido. Como disse Milena Gabanelli, apresentadora de Report, “o dinheiro chega, para arrumar o esgoto, e tu, ao invés, o gasta para alimentar um sistema que garante teus votos. O sistema de esgoto deverá sempre ser feito, e tu pedirá fundos para isso, e eles virão, e tu gastará com outra coisa…”. Rede de esgoto e reestruturação anti-sísmica não são visíveis, não garante votos. | Veridiana Dalla Vecchia

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O desaparecimento dos fatos

O bom jornalismo não depende de convicção política, mas de honestidade e respeito à verdade factual. Infelizmente acontece, tanto na direita quanto na esquerda, que às vezes os fatos “desapareçam”, as abordagens e mesmo as condenações judiciais se invertam. As justificativas para se esconder os fatos são variadas, mas todas passam por uma questão principal, a faltar de amor à profissão e de respeito a seus leitores, ouvintes ou telespectadores. Cito Marco Travaglio, jornalista italiano:

Há quem esconda os fatos porque não os conhece, é ignorante, despreparado, descuidado e não tem vontade de estudar, de informar-se.

Há quem esconda os fatos porque procurar as notícias cansa e até se corre o risco de suar.

Há quem esconda os fatos porque tem medo de contestação, de causas civis, de pedidos de resarcimento milionários, que colocam em risco o salário e deixar o editor com raiva, de saco cheio de ter que pagar advogados por causa de qualquer porra-louca da redação.

Há quem esconda os fatos porque do contrário não seria convidado mais a certos salões, onde se encontram sempre líderes de direita e líderes de esquerda, controladores e controlados, guardas e ladrões, putas e cardeais, príncipes e revolucionários, fascistas e ex-lutadores, onde todos são amigos de todos e é melhor não descontentar ninguém.

Há quem esconda os fatos porque contradizem a linha do jornal.

Há quem esconda os fatos porque também a si mesmo porque tem medo de ter que mudar de opinão.

Há quem esconda os fatos porque depois, quem sabe, possa fazer uma consultoria para o governo ou para a câmera de comércio ou com a união industrial ou com o sindicato ou com o banco da esquina.

Há quem esconda os fatos porque nasceu escravo e, como dizia Victor Hugo, ‘existem pessoas que pagariam para se vender’.” | Veridiana Dalla Vecchia

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Os fins justificam os meios (ou por que clonar o mamute?)

Cito Maquiavel no título não para tratar de política, como poderia se esperar se não fosse pelo mamute. Quero falar de ciência. Há alguns meses esse assunto me persegue, em conversas e programas de televisão, mas principalmente em leituras que aparentemente não estão ligadas ao tema.

Em um programa da TV italiana, cientistas explicavam como, em poucas décadas, a Humanidade será capaz de fazer reeviver o mamute siberiano a partir do mapeamento de seu DNA encontrado em fósseis. Em nenhum momento os entusiasmados entrevistados indicaram o porquê. Me pergunto: para quê clonar o mamute?

O sociólogo polonês Zygmun Bauman analisa, no livro Modernidade e Holocausto, como a matança em massa só poderia ter ocorrido em uma época racional como a nossa. Vocês devem estar se perguntando o que tem a ver o Holocausto com o mamute. A Ciência. Ela é o ponto de ligação. Entre os vários aspectos apontados por Bauman como facilitador da tragédia provocada pelo nazismo a ciência é um dos mais pertubadores. A amoralidade científica colaborou, mesmo que não decisivamente, para a aceitação da Solução Final (o extermínio dos judeus) do regime de Adolf Hitler. Qual a moral de clonar o mamute?

A ciência moderna fez sua história como a vitoriosa batalha da razão contra a irracionalidade. Para Bauman, a moral e a religião, como não podiam racionalmente legitimar as exigências humanas, foram condenadas. Neste processo, a ciência “tornou-se cega e muda”. “Viu a escravidão nos campos de concentração como uma oportunidade única e maravilhosa para conduzir suas pesquisas médicas com vistas ao avanço do conhecimento e – claro – da humanidade.” Em troca do financiamento para suas pesquisas, os cientistas alemães – quando não participavam ativamente da execução da política do III Reich – pelo menos tiveram a responsabilidade de dar de ombros ao que ocorria. A ciência estava sendo desenvolvida, isso era o que importava.

“Na melhor das hipóteses, o culto da racionalidade, institucionalizado como ciência moderna, revelou-se impotente para impedir o Estado de partir para o crime organizado; na pior, revelou-se instrumental na produção da transformação.” | Veridiana Dalla Vecchia

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Urgência Imigração

Não tenho parâmetros pessoais para julgar qual era a relação, aqui na Itália, entre imigrantes, italianos, imprensa e governo antes desta crise mundial. Quando cheguei, no final de outubro, o assunto já era esse há algum tempo. No entanto, tenho indícios retirados das atuais reações e dos textos publicados pela stampa italiana. O tema imigração é amplo e as abordagens, múltiplas. Trata-se de unanimidade, no entanto, que o problema existe e precisa ser enfrentado.

O governo Berlusconi, não surpreendentemente, escolheu a pior forma possível de responder à questão. Há duas semanas, a Câmara aprovou seu Pacote Segurança, quase todo de autoria da Lega Nord. Entre os pontos absurdos do texto, dois me parecem perigosamente reacionários. Foi aprovada a ronda dos citadinos, na qual um grupo de cidadãos, civis, poderá sair à noite pelas ruas das cidades italianas para fiscalizar, espreitar e denunciar. Civis com papel de polícia, mas sem seus poderes, obviamente sem permissão de usar armas. Embora alguns dispostos a rondar por aí já tenham declarado ter posse de arma. Os alvos preferidos, sem dúvida, serão mendigos e imigrantes. O risco dessa possibilidade de “vigilância” ser fonte de instrumentalização de partidos políticos é fortíssimo.

Outro ponto do Pacote: os médicos que atenderem imigrantes irregulares poderão denunciá-los às autoridades. Os espertos do governo acreditam que assim conseguirão expulsar os irregulares. Não passa pela cabeça deles que a maioria das pessoas simplesmente deixará de procurar os hospitais, arriscando a vida com medo de ser repatriada. Menos ainda eles pensam que muitos podem ser portadores de doenças contagiosas, colocando em risco um número muito maior de pessoas, que doenças não existentes na Itália sejam trazidas e disseminadas. Além disso, existe a real probabilidade de que se forme uma rede sanitária paralela sem nenhum tipo de controle estatal.

À rebelião dos médicos contra a medida, o ministro do Interior, Roberto Maroni, respondeu que “em TODOS os países da Europa existe a situação que queremos introduzir”. Na TV, nenhuma desmentida, ninguém ousou desdizer o ministro. Um jornalista do l’Unità, no entanto, resolveu conferir a informação de Maroni. Em sete dos principais países do Velho Continente – França, Reino Unido, Espanha, Bélgica, Holanda, Portugal e, até o momento, Itália – não existe a possibilidade para os médicos de desrespeitarem o segredo profissional denunciando irregulares. Formalmente diferente é a Alemanha, onde uma lei de 2004 obriga os “escritórios públicos” a informar as autoridades sobre estrangeiros irregulares. Porém, mesmo se os hospitais sejam considerados “escritórios públicos”, os médicos são protegidos por seu código profissional. Ou seja, um irregular que vai a um médico privado de uma associação de proteção dos direitos dos estrangeiros não corre nenhum risco. Mesmo nos hospitais alemães, segundo a Cruz Vermelha, não há nenhum caso de médico que tenha desrespeitado seu código deontológico para denunciar um imigrante cladestino.

O Pacote Segurança é apenas uma das medidas de repressão do governo. Depois, há a morosidade inacreditável em relação à regulação dos imigrantes e o medo dos italianos para com os imigrantes e o incentivo a esse temor por parte da televisão. Qualquer sondagem sobre imigração recolhe resultados muito negativos em relação ao estrangeiro. No entanto, as pesquisas com foco local, relacionada a situações pessoais, mostram o contrário. É como se dissessem: “os imigrantes são uma ameaça, mas os que eu conheço são pessoas de bem”.

A crise aumenta a sensação de insegurança. E ela não é só econômica, mas também social. Em momentos assim, fica fácil encontrar um bode expiatório. Nesse caso, o lado mais fraco da corda é o imigrante, e não só o irregular. | Veridiana Dalla Vecchia

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Marx e a Ciência

Passeando por Padova numa manhã cinzenta deste inverno, eu e o Ju fomos abordados por uma ragazza que tentava arregimentar pessoas a fim de participarem de uma reunião. O encontro era organizado pelo Lotta Comunista, partido cinquentenário, sem representação do parlamento italiano, mas presente em todo o território nacional e com escritório na França. Depois de uma simpática insistência da parte dela, ficamos de pensar e ela nos ligaria para saber a resposta. Resolvemos ir. A sede do partido em Padova é bem estruturada. Fica no térreo de um prédio residêncial e é formada por uma pequena biblioteca que se localiza junto à recepção, uma sala de reuniões com capacidade para 50 pessoas, um grande escritório com talvez cinco computadores (não consegui ver a sala inteira) e outras pequenas salas. Entre os livros expostos, Marx e Lenin tinham destaque. Além desses, podia-se encontrar outros muitos teóricos comunitas, livros de História, o anarquista Bakunin e autores italianos.

O palestrante, que por sinal não se apresentou, começou seu discurso. O tema do encontro era “A força da ciência contra a mentira da ideologia”. Iniciou falando sobre a crise, apresentando dados, traçando paralelos. Expôs as falhas naturais do capitalismo, a luta entre burguesia e proletariado. “Não significa que todo burguês é mau e todo o proletário é bom. Não estamos fazendo julgamentos morais”, repetiu algumas vezes, completando que o ponto fundamental era a natureza do trabalho capitalista, patrão versus empregado. Na platéia, que deveria ser formada por mais de 40 pessoas, atenção total. Embora não concordasse com tudo o que era dito, estava contente de ver pessoas unidas em busca de respostas. Então o palestrante cometeu o erro mais corriqueiro e sem fundamento que a esquerda insiste em perpetuar. “Nosso partido é o único capaz…”

Como assim “nosso partido é o único capaz”? O Lotta Comunista acredita que suas bases (a análise do trabalho de Karl Marx) são científicas. Se marxismo é ciência, trata-se em princípio de Verdade e, portanto, incontestável. Não estou negando a grande colaboração de Marx para o entendimento da sociedade, mas não se pode tomar toda sua obra como irrefutável. Concordo com Noam Chomsky quando diz que o marxismo é quase uma religião. O linguísta americano sustenta que Marx introduziou conceitos que toda pessoa racional deveria conhecer e utilizar, noções como classe e relação de produção. Por outro lado, o marxismo supõe que existam leis históricas e econômicas para o desenvolvimento da humanidade. “Só o que posso dizer é que estas leis não entendo. Não porque eu conheça leis melhores, mas porque acredito que na História não existam leis.” A frase é de Chomsky, mas poderia ser minha.

O Lotta Comunista, ao que me parece, repete o comportamento de isolamento e auto-suficiência de outros tantos partidos de esquerda. Não sei se tem algum futuro se continuar com sua rígida noção de “cabeça pensante do proletariado”. Ao mesmo tempo, quando não mais acreditar nisso deixará de ser o que é, um partido marxista-leninista. | Veridiana Dalla Vecchia

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