Archivi del mese: gennaio 2009

Euros compram livros

É fácil comprar livros na Europa – quando se trabalha aqui e se ganha em euros, lógico. Ao contrário do Brasil, onde comumente acham-se títulos em uma única versão (e normalmente caros) , no Velho Mundo diversas obras são publicadas em edições cujos preços variam conforme a qualidade gráfica. Pode-se encontrar um Dostoiévski, como Irmãos Karamazov  por exemplo, em formato de bolso (com papel vulgar ou de mais qualidade), em edições com arte gráfica melhor, capa dura, com ou sem ilustrações. Isso possibilita que o valor do livro oscile e se adapte ao bolso e à exigência do comprador. Mesmo os exemplares editados em boa qualidade não têm preços exorbitantes. Os de fotografia, que no Brasil são praticamente inacessíveis, na Itália podem ser encontrados com custos relativamente baixos, normalmente com preços entre 20 e 60 euros.

O custo do livro no Brasil é absurdo. Mas sempre se tem a justificativa do custo do papel – pago em dólar – e que a produção, sendo menor, deve ter preço mais elevado para compensar os custos. Será que é só isso? | Veridiana Dalla Vecchia

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Preciso dos meus discos

jt_heavyhorsesEsses últimos meses têm sido tempos particularmente difíceis, privado que estamos de acesso ao nosso hd, trazido do Brasil. Seguindo a tradição de criar problemas que não existiam, o notebook comprado aqui não reconhece o adaptador, também adquirido aqui, que permitiria à máquina estúpida toda a miríade de maravilhas que trouxe no disco rígido (o hd funcionaria como externo para o notebook; caso alguém tenha alguma sugestão, aceito conselhos). Um obscuro “problema de drivers” do Windows Vista, é o que parece causar o meu calvário. Estou órfão sobretudo de meu acervo musical, mais ou menos 10 mil discos que, garanto, me fazem falta.

jt_stormwatch

Nessa situação emergencial (e espero, provisória) de privação, se me fosse possível escolher 20 ou 30 álbuns para dois meses, certamente entre eles estariam alguns de uma de minhas bandas favoritas, Jethro Tull. Mas decididamente, a priori, Heavy Horses e Stormwatch não figurariam em minha lista salvadora. Não tive o privilégio de escolher e sou obrigado a me contentar com esses discos do grupo que tenho acessíveis comigo, preservados no tocador de mp4 preparado para a viagem. Ambos fazem parte do chamado “período folk” da banda britânica, lançados em 1978 e 1979, respectivamente. Não têm o brilho criativo dos melhores trabalhos do Jethro Tull, mas escrevo essas linhas pra registrar que valem a audiência por algumas pequenas pérolas e outras tantas agradabilíssimas faixas. Sobretudo “No Lullaby”, “Rover” e “Heavy Horses” no disco homônimo, e “Dark Ages”, “Dun Ringill” e “Flying Dutchman” em Stormwatch. Fica, evidentemente, o alerta de que tudo, como sempre, deve ser entendido em seu contexto, por isso quem se interessar deve procurar se ambientar à “estética tulliniana” (e da música progressiva em geral) com discos como Aqualung e Songs From The Wood. De qualquer forma, Heavy Horses e Stormwatch é o que tem embalado meus primeiros dias italianos e salvado meus ouvidos. Porque também aqui a barbárie do pop campeia sem freios. | Juliano Bruni

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Feliz 2009

Quase passamos todo o período de festas sem ao menos uma linha sobre o assunto. Talvez porque, na nossa situação e também pela influência do clima, não nos pareça que um ano está por acabar e outro por iniciar. Desejamos tão visceralmente que 2008 “acontecesse” que agora que nos vemos enredados em algumas limitações nos falta a noção do tempo. A todos que lêem estas linhas, muito especialmente os amigos e amigas conhecidos, um grande ano novo, de todo o coração. Esperamos que tenham passado um bom Natal. E muito obrigado pela torcida e pela atenção para conosco. Faz uma falta absurda o simples saber que, a uma chamada no celular, poderíamos combinar uma janta ou um passeio. Faz falta a alegria estranha do simples convívio. Remediamos a distância ao menos por aqui. | Juliano Bruni & Veridiana Dalla Vecchia

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Nem a engenharia salva

Sou obrigado a registrar, a propósito do post que falava da sabedoria do vigile e da supremacia da engenharia no mercado de trabalho italiano. Descobri que nem tudo é um mar de rosas para os detentores do conhecimento exato. Centrado na crise econômica, o bom programa Annozero, da Rai Due, foi a Turim ver como anda a situação dos empregados da Fiat, por décadas a maior empresa italiana e motor da economia do país no pós-guerra. E revelou muitos problemas, como era de se esperar. Entre eles um jovem pai (cuja filhinha sofre de uma doença rara), amedrontado pelo desemprego, ícone do clima estabelecido pela crise. Profissão: engenheiro. Parece que nem os ofícios queridos do sistema resistem à emergência do momento. “Jamais pensei que pudesse ficar desempregado”, disse, segurando o bebê. | Juliano Bruni

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